Minha história

Todas elas juntas num só ser

Eu escrevo. Eu conto histórias.

Você consegue se definir sem citar a sua profissão? Esse é um exercício que eu tento colocar em prática sempre que caio na pergunta do “quem sou eu?” Por um tempo tentei me enxergar além dos cursos e da minha formação, mas a verdade é que eles fazem parte de mim porque são consequência do que eu sou.

Eu sou jornalista porque gosto de contar boas histórias. Porque gosto de escrever. Porque sei de tudo um pouco e muito de quase nada. Porque tenho vontade de aprender.

Sou fotógrafa também porque gosto de contar boas histórias. Gosto de encontrar sorrisos perdidos, de registrar momentos que passam despercebidos, de despertar a beleza que estava oculta.

Sou mãe, mas não é isso que me define. Porém, a experiência de ser mãe moldou todas as minhas outras experiências, sejam elas pessoais ou profissionais.

Eu, que era uma pessoa apegada aos processos, estabilidade e segurança, abri mão de tudo para buscar um novo rumo pra vida, um novo sentido, cuidar da minha saúde mental. Sou freelancer, mas isso não me define. Mas é reflexo do meu modo de pensar, agir, levar a vida.

Curso uma pós graduação em Direitos Humanos porque senti uma grande insatisfação crescendo junto com os discursos anti democráticos, machistas, xenofóbicos e homofóbicos que tem ganhado força nos últimos tempos. Senti que precisava fazer algo, me tornar algo. O curso em si, não me define. Mas ele é um grande reflexo do que eu acredito.

Mãe da Alice, filha da Rita, neta da Dona Iracema. Jornalista, fotógrafa, amiga, companheira, neta da Dona Teresinha, filha do meu pai. Todas elas juntas num só ser.